ciúme

Ciúme

Você já se pegou imaginando o que a pessoa com quem se relaciona anda fazendo na internet? Onde onde ela está, e, pior… com quem? Ah, isso acontece… mas quando a fantasia ganha muito espaço e as histórias criadas por você parecem reais a coisa muda de figura… Começamos a entrar no terreno do ciúme patológico.

Ciúme é o medo de perder o ser ou o objeto amado. Então… podemos sentir ciúme não só das pessoas, mas também de nossos objetos pessoais, ou seja…. nós sentimos ciúme por tudo aquilo que “julgamos possuir” e por algum motivo acreditamos ter a possibilidade de “perder”.

Mas… vamos pensar um pouquinho sobre o ciúme sentido pela pessoa amada?
As sensações mais comuns que assolam uma pessoa com o sentimento se ciúme são: tristeza, raiva, certeza de que será desprezado ou abandonado. Certo?

É claro que uma pequena parcela de ciúme compõe de maneira saudável a relação amorosa; porém, quando sentido de forma demasiada e infundada, ou seja, quando o ciumento parte da fantasia de infidelidade do parceiro, sem que exista nenhuma prova real, então o ciúme torna-se patológico. Passa a prejudicar o relacionamento e, dependendo do grau da patologia, aprisiona, sufoca, mata…

Em todos os tipos de ciúme patológico os pensamentos são frequentemente intrusivos, indesejados, desagradáveis e por vezes considerados irracionais; em geral, acompanhados de atos de verificação ou busca de asseguração.

Quando quem o sente consegue perceber que sua atitude é inadequada ou injustificada, passa a desenvolver sentimentos de culpa e depressão, enquanto que os que não se dão conta disso tendem a apresentar um sentimento de raiva e comportamentos violentos.

De acordo com estudos realizados pelo psiquiatra e psicólogo Mira Y Lopez, existem tipos de comportamento relacionados ao ciúme:

“Implorante” – O ciumento adota um comportamento através do qual espera despertar compaixão. Ele tenta ofender e aborrecer o parceiro sem que isso transpareça; queixa-se de ser ofendido e desprezado. No fundo, ele acredita ser querido pelo ser amado e que exerce sobre este uma grande fascinação.

“Trombudo” – Geralmente são pessoas introvertidas e desconfiadas e, a partir do momento que não sentem reciprocidade em relação aos seus sentimentos e dedicação, adotam uma conduta de aborrecimento e silêncio, desejando que o parceiro se sinta culpado.

“Autopunitivo” – Este tipo de ciumento impõe a si próprio uma carga de tortura e pena, e reserva a paixão para o ser amado. Ele se afasta e cria um ambiente facilitador para que o parceiro demonstre sua infidelidade. Ao ter certeza de ser enganado pode, muitas vezes, partir para o suicídio – que ocorrerá de forma escandalosa, e tem o objetivo de fazer com que o parceiro se sinta culpado.

“Superador” – Ele prefere adotar uma postura de observação e começa a explorar em si características a serem apreciadas pelo parceiro, que até então não haviam sido demonstradas a ele. Evita comportamentos dramáticos e dá ao parceiro a liberdade de ação. De todos os tipos, é o que adota a postura mais saudável.

É claro que esta pesquisa foi realizada por apenas um dos teóricos do assunto, mas as descrições fazem sentido, não?

Consegue identificar algum desses comportamentos em alguém que você conhece? Se você estiver participando de uma relação na qual as cobranças, a desconfiança e a necessidade de controlar o outro forem constantes, então não está em um relacionamento saudável. Procure ajuda!

Por: Teresinha Seraggi


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Quando fazer Psicoterapia?

Alguns sentimentos ou acontecimentos, por vezes, parecem nos incomodar além do suportável. Passam a atrapalhar nossa rotina, interferem no modo como nos relacionamos com as outras pessoas, nos tiram a motivação para a realização de tarefas que antes pareciam agradáveis.

Ansiedade / crises de pânico (muito comuns nos dias de hoje), depressão, problemas no relacionamento conjugal, profissional ou familiar, fobias (social, de lugares fechados, de aglomerações…),  TOC,  ciúmes em excesso, transtornos alimentares (bulimia, anorexia, obesidade),  somatizações são alguns dos motivos pelos quais os pacientes frequentam nossos consultórios.

Mas há muitos outros.  O término de um relacionamento, a perda de uma pessoa querida, o nascimento de um irmão, a separação dos pais, ou mesmo algum acontecimento em nossa rotina que nos proporcione um nível de stress acima do suportável. Os motivos são muito pessoais, são únicos, uma vez que o que nos afeta não necessariamente afeta ao outro.

Então, nesses momentos, torna-se necessária a atuação de um profissional que nos auxilie a minimizar nosso sofrimento psíquico e a encontrarmos equilíbrio emocional suficiente para lidarmos com as adversidades que  vida nos impõe.

Por: Teresinha Seraggi