images (1)

Psicopatas

A psicopatia é entendida pela psiquiatria como um transtorno de personalidade, e não como uma doença, pois quem a possui não apresenta nenhum grau de sofrimento psíquico. Estima-se que a somatória  das características genéticas, do ambiente no qual o indivíduo foi criado e do ambiente social no qual ele está inserido contribuam para o desenvolvimento deste transtorno.

Pode iniciar-se na infância ou na adolescência, recebendo o nome “Transtorno de Conduta” ou Transtorno de Personalidade Antissocial” neste período da vida. Somente após os 18 anos de idade o indivíduo pode ser considerado, de fato, um psicopata. As crianças ou os adolescentes que praticam bulling, mentem de forma demasiada, praticam crueldades com animais, não aceitam limites, ou cometem atos de vandalismo, por exemplo, são sérios candidatos a cumprirem esse papel na sociedade quando se tornarem pessoas adultas.

Estima-se que 4% da população mundial seja formada por psicopatas – na proporção de 3 homens para 1 mulher, existindo psicopatias em graus diferentes de severidade. 3% possuem um grau mais leve de psicopatia (as pessoas que encontramos mais comumente ao longo de nossas vidas – geralmente ocupam cargos de destaque, são pessoas frias, calculistas…) e 1% são aqueles capazes de matar.

Estudos indicam que há uma diferença na atividade cerebral dessas pessoas. A região do cérebro denominada pré-frontal (que é responsável pelas emoções) tem um funcionamento limitado nos psicopatas. Por essa razão, eles acabam agindo de forma impulsiva, sem remorso, sem culpa, sem a menor empatia com as outras pessoas. Eles têm baixa tolerância à frustração, tornando-se extremamente agressivos e sem limites para suas ações quando contrariados.

Eles são muito sedutores, observam o outro com extrema frieza e calculam exatamente o que dizer e como agir para manipular sua vítima. Desta forma, são tidos como pessoas ideais para se ter um relacionamento, para ser um amigo ou para ocupar determinado cargo em alguma empresa.

Eles não criam vínculos afetivos, mas sabem simular essa proximidade muito bem. Quando perdem o controle, culpam a própria pessoa que está sendo manipulada por eles, que acaba se culpando e “comprando” a ideia de que ela é que agiu de forma indevida. Eles choram na hora exata, colocam-se na posição de vítima de forma tão perfeita que são capazes de convencer o outro de que realmente estão sofrendo.

Eles são capazes de mentir, de colocar os outros (e a si mesmos) em situações de risco e de infringir todas as normas de convivência em sociedade para garantir que seus objetivos sejam alcançados.

Pelo fato de não se tratar de uma doença e de não gerar sofrimento para eles, torna-se muito difícil efetuar-se qualquer tratamento, pois eles não se incomodam com sua conduta, então não veem motivos para modificá-la. Por outro lado, quem se envolve com esse tipo de pessoa sofre muito com as consequências da interação que tem com elas. Portanto, o melhor que podemos fazer é nos afastar assim que detectarmos que estamos lidando com esse tipo de pessoa.

Por: Teresinha Seraggi