anorexia

Anorexia e Bulimia

Anorexia e bulimia são distúrbios alimentares que têm entre si características semelhantes. Acontecem, na maior parte das vezes, entre mulheres (90%) e, dentre elas, 40% estão na fase da adolescência – acometem cerca de 1% da população mundial. Há, nesses casos, uma obsessão pelo que consideram ser um corpo ideal. Os padrões de beleza impostos pela nossa sociedade contribuem para esse tipo de pensamento, uma vez que a busca por aceitação é muito presente nesse tipo de pessoa. Porém, existem outras causas, mais profundas e de difícil tratamento, como problemas com sua própria sexualidade, baixa autoestima, abusos sofridos na infância (físicos ou sexuais). Geralmente são pessoas perfeccionistas, com sintomas de ansiedade (possivelmente, personalidade obsessivo-compulsiva).

Anorexia
A anorexia caracteriza-se por perda de peso autoinduzida – evitação de alimentos, vômitos e/ou purgação (evacuação provocada por purgantes), exercícios em excesso, utilização de diuréticos. Ocorre uma distorção da autoimagem corporal (o paciente percebe-se “gordo”, quando na verdade não está). Seu peso corporal geralmente fica em torno de 15% abaixo do esperado para a sua altura.
Faz-se necessário um tratamento realizado com equipe multidisciplinar (psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas, psiquiatras), para que se obtenha êxito. O emagrecimento gera outros problemas de saúde, desde o amolecimento e a descalcificação dos dentes, tonturas, queda e cabelo, alterações de memória, até infertilidade, baixa imunidade (favorecendo infecções diversas). Em alguns casos, chega-se à necessidade de internação para que organismo se recupere de toda essa desordem gerada por esse tipo de conduta.

Bulimia
Na bulimia há um desejo irresistível de comer (em quantidades excessivas por episódio), seguido de medidas para controle de peso, como: vômito, purgação, enemas (introdução de água e medicamentos líquidos por via retal para lavagem intestinal) e utilização de diuréticos compulsivamente. Geralmente apresentam peso próximo ao considerado normal para a sua altura.
A pessoa come exageradamente e se arrepende de ter realizado essa ingestão alimentar. Com receio de aumentar o peso, decide pela purgação – que acaba por se tornar uma ação constante em sua vida. O tratamento, em geral é realizado com psicólogos e psiquiatras, pois a medicalização para a contenção da ansiedade e da compulsividade faz-se necessária.


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Epilepsia

Antes de tudo, gostaria de dizer que o conhecimento é a melhor arma contra o preconceito (que existe até mesmo dentro de casa).

O que é Epilepsia

Epilepsia é a condição neurológica grave mais comum no mundo todo. Ela pode ser adquirida – seja por sequelas de derrame ou de tumores, por neurocisticercose (quando nos alimentamos de carne de porco mal cozida e o cisticerco se aloja no cérebro), por alguma batida muito forte na cabeça (acidentes de carro ou moto, por ex.) e também pode acontecer desde o nascimento (doenças genéticas ou malformações no cérebro). Ela provoca convulsões e, por vezes, a perda da consciência.

Em nosso cérebro há milhares de células (chamadas neurônios) que conduzem os impulsos elétricos para que possamos realizar as atividades que desejamos.  Em algumas pessoas, um grupo de neurônios pode se comportar de maneira diferente dos demais, provocando descargas elétricas excessivas – como resultado, acontece uma atividade involuntária do corpo, o que chamamos de convulsão.

Mas, veja bem, convulsão não é necessariamente epilepsia. Para que seja, é preciso que ocorram as seguintes situações: acontecer por repetidas vezes em um intervalo maior que 24 horas; na ausência de febre; na ausência de infecções do sistema nervoso e; na ausência de qualquer tipo de intoxicação (por drogas, por exemplo).

Caso contrário, poderá ser uma convulsão isolada, podendo nunca mais ocorrer, inclusive sem a presença de qualquer medicamento de controle.

Calcula-se que 1% a 2% da população brasileira sejam acometidas por esta condição, sendo que aproximadamente 50% dos casos iniciam-se na infância ou na adolescência.

Elas podem durar de alguns segundos até alguns minutos, na maior parte das vezes. Em situações em que excedem os 5 minutos (o que é raro), é necessário levar a pessoa imediatamente a uma unidade de pronto atendimento. Lembrando que é importante levar a pessoa a um médico em todos os casos, uma vez que elas podem se repetir. Desta forma, após uma avaliação, serão indicados os medicamentos necessários para seu controle.

Tipos

Existem 2 tipos de crises epiléticas: as parciais e as generalizadas:

Parciais – quando essa atividade neuronal excessiva ocorre em uma parte do cérebro. Têm a duração de alguns segundos. Neste tipo de crise as pessoas podem estar conscientes e apresentar movimentos em apenas um dos membros, ou alterações de olfato, visão, audição ou paladar.

Generalizadas – quando ocorre no cérebro inteiro. Esse tipo de crise epilética leva à perda da consciência (convulsão) ou, a crises de ausência (como se a pessoa se “desligasse” do ambiente por alguns instantes).

Existe também uma condição que atinge os bebês, chamada Síndrome de West – é como se a criança tomasse pequenos sustos, sem motivo aparente. Nesses casos, é necessário levá-la imediatamente para uma avaliação médica, pois trata-se de uma condição muito grave e, o diagnóstico precoce é essencial para a prevenção de sequelas.

Exames utilizados

Para se definir o motivo da epilepsia, comumente são utilizados 2 exames:

– ressonância magnética;

– eletroencefalograma.

Desta forma, é possível identificar o melhor tratamento a ser realizado.

Cuidados Necessários

– nunca deixe de tomar o remédio, mesmo se for ingerir bebidas alcoólicas;

– procure manter uma boa qualidade de sono;

– administre o seu dia-a-dia de forma a reduzir o estresse;

– não pare de tomar a medicação prescrita sem antes falar com o seu médico.

A epilepsia nem sempre tem cura, mas pode ser eficazmente controlada sob orientação médica.

Consequências na infância e na adolescência

Na infância e na adolescência, a epilepsia pode interferir no rendimento escolar e na interação social, por motivos relacionados, eventualmente, pela diminuição da capacidade cognitiva, pela sonolência causada por alguns medicamentos, mas sobretudo, pela falta de informação dos adultos e pelo preconceito que (ainda) existe. Portanto, é de fundamental importância que os parentes, pessoas próximas e que os professores estejam bem informados para que possam explicar às outras pessoas (e à própria criança) sobre o que se trata e como proceder diante de uma crise convulsiva.

O que não fazer?

– não segure a pessoa;

– não coloque nada na boca da pessoa (caneta, pano);

– não coloque o dedo para puxar a língua;

– não dê álcool (e nem nada semelhante) para que a pessoa cheire.

O que fazer?

– tire de perto objetos que possam oferecer risco (objetos cortantes, cadeiras, mesas – por conta das quinas, etc);

– vire a cabeça da pessoa de lado (para que a saliva escorra e ela não engasgue);

– proteja a cabeça da pessoa com a mão ou com um pano, para que ela não bata a cabeça em alguma superfície que cause lesões;

– acalme as pessoas que estiverem ao redor.

A epilepsia não incapacita ninguém para o trabalho, para os estudos e nem para os relacionamentos afetivos – apesar de algumas crenças nesse sentido ainda serem divulgadas através do senso comum…

O tratamento psicológico visa orientar tanto o paciente quanto a família, melhorando a autoestima e a qualidade de vida dessas pessoas e diminuindo o estigma que se forma em torno delas.


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Psicopatas

A psicopatia é entendida pela psiquiatria como um transtorno de personalidade, e não como uma doença, pois quem a possui não apresenta nenhum grau de sofrimento psíquico. Estima-se que a soma das características genéticas, do ambiente no qual o indivíduo foi criado e do ambiente social no qual ele está inserido contribuam para o desenvolvimento deste transtorno.

Pode iniciar-se na infância ou na adolescência, recebendo o nome “Transtorno de Conduta” ou Transtorno de Personalidade Antissocial” neste período da vida. Somente após os 18 anos de idade o indivíduo pode ser considerado, de fato, um psicopata. As crianças ou os adolescentes que praticam bulling, mentem de forma demasiada, praticam crueldades com animais, não aceitam limites, ou cometem atos de vandalismo, por exemplo, são sérios candidatos a cumprirem esse papel na sociedade quando se tornarem pessoas adultas.

Estima-se que 4% da população mundial seja formada por psicopatas – na proporção de 3 homens para 1 mulher, existindo psicopatias em graus diferentes de severidade. 3% possuem um grau mais leve de psicopatia (as pessoas que encontramos mais comumente ao longo de nossas vidas – geralmente ocupam cargos de destaque, são pessoas frias, calculistas…) e 1% são aqueles capazes de matar.

Estudos indicam que há uma diferença na atividade cerebral dessas pessoas. A região do cérebro denominada pré-frontal (que é responsável pelas emoções) tem um funcionamento limitado nos psicopatas. Por essa razão, eles acabam agindo de forma impulsiva, sem remorso, sem culpa, sem a menor empatia com as outras pessoas. Eles têm baixa tolerância à frustração, tornando-se extremamente agressivos e sem limites para suas ações quando contrariados.

Eles são muito sedutores, observam o outro com extrema frieza e calculam exatamente o que dizer e como agir para manipular sua vítima. Desta forma, são tidos como pessoas ideais para se ter um relacionamento, para ser um amigo ou para ocupar determinado cargo em alguma empresa.

Eles não criam vínculos afetivos, mas sabem simular essa proximidade muito bem. Quando perdem o controle, culpam a própria pessoa que está sendo manipulada por eles, que acaba se culpando e “comprando” a ideia de que ela é que agiu de forma indevida. Eles choram na hora exata, colocam-se na posição de vítima de forma tão perfeita que são capazes de convencer o outro de que realmente estão sofrendo.

Eles são capazes de mentir, de colocar os outros (e a si mesmos) em situações de risco e de infringir todas as normas de convivência em sociedade para garantir que seus objetivos sejam alcançados.

Pelo fato de não se tratar de uma doença e de não gerar sofrimento para eles, torna-se muito difícil efetuar-se qualquer tratamento, pois eles não se incomodam com sua conduta, então não veem motivos para modificá-la. Por outro lado, quem se envolve com esse tipo de pessoa sofre muito com as consequências da interação que tem com elas. Portanto, o melhor que podemos fazer é nos afastar assim que detectarmos que estamos lidando com esse tipo de pessoa.

Por: Teresinha Seraggi


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A 1ª Consulta

Em geral, as pessoas ficam apreensivas quando pensam em como será a primeira consulta de psicoterapia.

A ansiedade pode ganhar espaço e não são raras as vezes em que sensações como boca seca, mãos geladas, coração acelerado ou ondas de frio e calor se manifestem em situações como essa.Dúvidas em relação ao que dizer, por onde começar… se serão avaliados, julgados… se aquilo que irá dizer poderá ser exposto para outras pessoas… tudo isso pode passar pela cabeça de quem vai a um consultório de psicologia pela primeira vez.
É importante deixar claro que esse é um momento em que o paciente é ouvido e respeitado em seu sofrimento. Que não há julgamentos, e sim,  a busca por tentar compreender sua dor e ajudá-lo a enfrentá-la da melhor forma possível.
O simples fato de falar e ter a certeza de ser ouvido já tem um efeito terapeutico. As pessoas saem do consultório mais aliviadas, depois de deixarem lá uma carga de tensão que as acompanhava até então.
Por isso, procure não se preocupar com esses pensamentos. Esse momento é seu. Você saberá dizer o que mais te angustia e, aos poucos, conseguirá lidar, de maneira mais equilibrada, com o conflito pelo qual está passando.

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Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo caracteriza-se por pensamentos desagradáveis e recorrentes, que levam a pessoa a realizar ações repetidas (o que chamamos de “rituais”) para aliviar a ansiedade causada por esses pensamentos que invadem sua mente sem ela queira, de maneira inconveniente, e em situações das mais diversas.

A própria pessoa reconhece que tais pensamentos não fazem o menor sentido, estão fora da realidade, mas mesmo assim sente uma necessidade incontrolável de realizar os rituais. A sensação que ela tem é que “coisas terríveis” podem vir a acontecer com ela mesma ou com pessoas das quais ela gosta muito, caso não realize as ações que imagina ter que realizar.

Alguns dos rituais mais comuns:

Compulsão por Checagens: se trancou a porta, se desligou o gás, se apagou as luzes, se fechou as janelas, se guardou determinado objeto na bolsa, etc.

Compulsão por Limpeza:  limpar diversas vezes os mesmos locais ou objetos, sem aparente necessidade, lavar as mãos várias vezes seguidas, lavar os cabelos com diversos shampoos, etc.

Compulsão por Contagem: contar quantos objetos têm em determinado lugar, contar até determinado número repetidas vezes, etc.

Compulsão por Ordenação: colocar em determinada ordem os objetos, na mesma sequência e nos mesmos lugares, alinhar quadros, guardar as roupas simetricamente, etc.

Compulsão por Repetição: trata-se de repetições aleatórias, como ligar e desligar um interruptor de luz, sair e voltar ao cômodo de origem, entrar e sair pela mesma porta por diversas vezes, etc.

Compulsão Mental: em geral, são pensamentos voltados a orações, pensamentos “bons”, ou frases, números ou palavras que, se pensados repetidamente, acredita-se que afastarão as ideias desagradáveis. pelo fato desse tipo de compulsão não ser observável, sua existência só será sabida caso quem a possui reconhecê-la e passar esta informação a outras pessoas, o que pode dificultar quanto à intervenção.

Tratamento: Com o passar do tempo, é comum que esse quadro se agrave, então, quanto mais precocemente for iniciado o tratamento, melhor será para o paciente. O tratamento consiste em psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico. Enquanto o medicamento adequado estabiliza a química cerebral, a psicoterapia propicia ao paciente um modo mais equilibrado de lidar com a ansiedade que sente.

Por: Teresinha Seraggi


Dependência Química

Dependência Química é uma doença crônica. Caracteriza-se por comportamentos impulsivos e recorrentes de utilização de uma determinada substância para se obter a sensação de bem-estar e de prazer, aliviando sensações desconfortáveis, como ansiedade, tensões, medos, etc. Apresenta-se de duas formas: dependência física e dependência psicológica.

Dependência Física: caracteriza-se pela presença de sintomas físicos extremamente desagradáveis, que surgem quando o usuário interrompe ou diminui, de forma abrupta, o uso da droga – é o que chamamos de síndrome de abstinência.

Dependência Psicológica: caracteriza-se por um intenso estado de mal-estar psíquico, levado por sintomas de ansiedade, depressão, dificuldades de concentração, a partir do momento em que o usuário para de ingerir a droga na frequência e quantidade habituais. Mas, afinal, o que é Droga? Droga é qualquer substância capaz de trazer alterações no funcionamento do organismo de um ser vivo, resultando em mudanças fisiológicas e comportamentais, sejam elas nocivas ou medicinais.

Seguem, abaixo, alguns tipos de drogas mais comuns e seus efeitos:

Cocaína: É um estimulante do sistema nervoso central, causa aceleração do pensamento, inquietação psicomotora, aumento do estado de alerta, inibição do apetite, perda do medo e sensação de poder. Após o término de seus efeitos, seu usuário entre em um estado de depressão, o que o leva a necessitar de outras doses da droga. Pode ser aspirada, injetada ou fumada (crack). Seu uso contínuo leva a complicações cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, perda da capacidade sexual, entre outros. Sintomas psíquicos como depressão, irritabilidade, ansiedade, agressividade, dificuldade de concentração e paranoia também podem surgir em decorrência de sua utilização.

Ecstasy: É uma droga sintética (feita em laboratório), ingerida em forma de comprimidos e que causa sensação de bem-estar e alterações da percepção sensorial de seu usuário. Seus efeitos agudos compreendem intensa hipertermia (podendo ultrapassar os 40ºC), taquicardia e elevação da pressão arterial, alucinações, aumento da atividade física e insônia. Os efeitos causados a longo prazo são doenças renais, cardíacas, emagrecimento, transtornos psiquiátricos e lesão cerebral.

LSD: É uma das mais potentes substâncias alucinógenas já conhecidas. Seus efeitos são imprevisíveis. Pode proporcionar estados de intensa euforia, intercalados com sentimentos de medo e tristeza, além de sentimentos persecutórios. Além disso, pupilas dilatadas, aumento (ou diminuição) da temperatura corporal e da pressão arterial, taquicardia, sudorese, perda de apetite, insônia, boca seca, tremores, alterações da percepção corporal, despersonalização (perda do contato com a realidade). Seus efeitos crônicos se traduzem por fadiga, tensão, transtornos psiquiátricos, “flashbacks”, incapacidade de perceber e avaliar situações de risco.

Anfetaminas: São drogas sintéticas, facilmente encontradas em farmácias – receitadas para regimes de emagrecimento, vendidas sob prescrição médica. Seus efeitos agudos são euforia, aumento da vigilância e da atividade motora, melhora no desempenho atlético, taquicardia, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e da temperatura corporal – o que pode levar a convulsões. O uso prolongado desse tipo de droga provoca intensa perda de peso, hipertensão, agressividade, irritabilidade, sentimentos persecutórios, tremores, respiração rápida, desorganização do pensamento, repetição compulsiva de atividades.

Anabolizantes: São hormônios sintéticos que substituem o hormônio masculino testosterona. Ou seja, são utilizados para reposição hormonal para homens que não o produzem em quantidade suficiente. Porém, vem sendo consumido em larga escala por pessoas que praticam esportes para aumentar a massa muscular. Apresentam dois tipos de efeitos: anabólico (aumento do crescimento muscular) e androgênico (desenvolvimento de características sexuais masculinas). Provoca em homens a redução da produção de esperma, impotência, dificuldade/dor ao urinar, calvície e ginecomastia (aumento das mamas de forma irreversível). Em mulheres, o engrossamento dos pelos do corpo e da face, perda de cabelo, diminuição dos seios. Em adolescentes, pode interromper o crescimento físico. Em adultos, aumenta o risco de câncer no fígado, problemas de coagulação no sangue, colesterol, hipertensão, ataque cardíaco, acne, oleosidade, agressividade, alteração de humor, distração, problemas de memória.

Maconha: A cannabis sativa produz mais de 400 substâncias químicas, entre elas, o THC (tetrahidrocanabidol). Seus efeitos agudos são despersonalização, desrealização, ilusões transitórias, excitação psicomotora, euforia, irritabilidade, aumento da sensibilidade a estímulos sensoriais (maior percepção de cores, sons, texturas, paladar, apetite), boca seca, tosse, percepção temporal mais lenta, aumento da introspecção, aumento do desejo sexual, sensação de relaxamento, sensação de flutuar, aumento da autoconfiança. Afetam a memória recente, causam comprometimento motor, conjuntivite, pupilas dilatadas, taquicardia, alteração da pressão arterial. Efeitos crônicos: comprometimento da imunidade, problemas cardíacos, hipertensão arterial, doença vascular cerebral, diminuição da testosterona e da produção de esperma, desorganização do ciclo ovulatório. Nas gestantes, pode ocasionar hipóxia fetal, comprometimento no desenvolvimento fetal, baixo peso ao nascer. Outras consequências que podem ocorrer devido ao seu uso são bronquite crônica, câncer pulmonar, faringite, sinusite, diminuição da interação social.

Tabaco: Seu princípio ativo é a nicotiana tabacum, extraída de uma planta e misturada a outras substâncias (algumas muito tóxicas, como terebentina, formol, amônia, naftalina, entre outras), para ser inalada ou fumada através do cigarro, do charuto, do cachimbo, do rapé, ou mesmo,  mastigada.  Seus efeitos agudos são: leve taquicardia, hipertensão, aumento da respiração e da ativodade motora, dificuldade de digestão, insônia, tontura e inibição do apetite. Efeitos crônicos: doenças cardíacas, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, úlcera digestiva, câncer. Há estudos mostrando que pessoas que fumam de 1 a 2 maços de cigarro por dia têm 8 anos a menos de vida em relação às pessoas que não têm esse vício.

Álcool: É a substância psicoativa mais antiga da humanidade. Seus efeitos acontecem em duas fases: uma, estimulante e outra, depressora. Na fase estimulante: euforia, desinibição social, facilidade para falar em público. Na fase depressora: falta de coordenação motora, sonolência e descontrole das ações. Seu uso prolongado pode desencadear doenças no fígado, no coração, nos vasos sanguíneos, varizes abdominais, pancreatite, tremores. Afeta a capacidade intelectual e a memória de seu usuário.

Opiáceos: Ópio é um líquido leitoso que escorre quando realizado um corte em uma planta conhecida popularmente como papoula do oriente. Dividem-se em: naturais (morfina e codeína) e semissintéticos (heroína). São drogas sedativas (que induzem o sono) e analgésicas, utilizadas para fins medicinais – quando o paciente sente muita dor (em doenças como câncer, para o caso de um paciente ter sofrido grandes queimaduras, etc) .  Mas há quem os utilize sem necessidade, só para “sentir um barato, ou ficar nas nuvens”, como chamam. Os efeitos causados pelo uso indevido são euforia, intensa sensação de prazer, distanciamento da realidade, chegando a sentimentos de mal-estar, irritabilidade, dificuldades respiratórias, convulsões, coma e morte. Uso prolongado: prisão de ventre crônica, problemas digestivos, dificuldades visuais, perda de contato com a realidade.

Tratamento: O tratamento para o uso de drogas é muito complexo, uma vez que a motivação para a mudança se apresenta de formas diferentes para cada um de nós. A internação é parte do tratamento (importante na fase de abstinência), mas o acompanhamento contínuo é a estratégia mais indicada. É importante que se faça uma modificação radical em relação aos hábitos e ao grupo social. Por vezes, a mudança de bairro e, até de cidade, torna-se necessária. Os grupos de apoio aos dependentes e aos familiares os ajudam a lidar com o problema, que acaba por afetar toda a família.

Por: Teresinha Seraggi


ciúme

Ciúme

Você já se pegou imaginando o que a pessoa com quem se relaciona anda fazendo na internet? Onde onde ela está, e, pior… com quem? Ah, isso acontece… mas quando a fantasia ganha muito espaço e as histórias criadas por você parecem reais a coisa muda de figura… Começamos a entrar no terreno do ciúme patológico.

Ciúme é o medo de perder o ser ou o objeto amado. Então… podemos sentir ciúme não só das pessoas, mas também de nossos objetos pessoais, ou seja…. nós sentimos ciúme por tudo aquilo que “julgamos possuir” e por algum motivo acreditamos ter a possibilidade de “perder”.

Mas… vamos pensar um pouquinho sobre o ciúme sentido pela pessoa amada?
As sensações mais comuns que assolam uma pessoa com o sentimento se ciúme são: tristeza, raiva, certeza de que será desprezado ou abandonado. Certo?

É claro que uma pequena parcela de ciúme compõe de maneira saudável a relação amorosa; porém, quando sentido de forma demasiada e infundada, ou seja, quando o ciumento parte da fantasia de infidelidade do parceiro, sem que exista nenhuma prova real, então o ciúme torna-se patológico. Passa a prejudicar o relacionamento e, dependendo do grau da patologia, aprisiona, sufoca, mata…

Em todos os tipos de ciúme patológico os pensamentos são frequentemente intrusivos, indesejados, desagradáveis e por vezes considerados irracionais; em geral, acompanhados de atos de verificação ou busca de asseguração.

Quando quem o sente consegue perceber que sua atitude é inadequada ou injustificada, passa a desenvolver sentimentos de culpa e depressão, enquanto que os que não se dão conta disso tendem a apresentar um sentimento de raiva e comportamentos violentos.

De acordo com estudos realizados pelo psiquiatra e psicólogo Mira Y Lopez, existem tipos de comportamento relacionados ao ciúme:

“Implorante” – O ciumento adota um comportamento através do qual espera despertar compaixão. Ele tenta ofender e aborrecer o parceiro sem que isso transpareça; queixa-se de ser ofendido e desprezado. No fundo, ele acredita ser querido pelo ser amado e que exerce sobre este uma grande fascinação.

“Trombudo” – Geralmente são pessoas introvertidas e desconfiadas e, a partir do momento que não sentem reciprocidade em relação aos seus sentimentos e dedicação, adotam uma conduta de aborrecimento e silêncio, desejando que o parceiro se sinta culpado.

“Autopunitivo” – Este tipo de ciumento impõe a si próprio uma carga de tortura e pena, e reserva a paixão para o ser amado. Ele se afasta e cria um ambiente facilitador para que o parceiro demonstre sua infidelidade. Ao ter certeza de ser enganado pode, muitas vezes, partir para o suicídio – que ocorrerá de forma escandalosa, e tem o objetivo de fazer com que o parceiro se sinta culpado.

“Superador” – Ele prefere adotar uma postura de observação e começa a explorar em si características a serem apreciadas pelo parceiro, que até então não haviam sido demonstradas a ele. Evita comportamentos dramáticos e dá ao parceiro a liberdade de ação. De todos os tipos, é o que adota a postura mais saudável.

É claro que esta pesquisa foi realizada por apenas um dos teóricos do assunto, mas as descrições fazem sentido, não?

Consegue identificar algum desses comportamentos em alguém que você conhece? Se você estiver participando de uma relação na qual as cobranças, a desconfiança e a necessidade de controlar o outro forem constantes, então não está em um relacionamento saudável. Procure ajuda!

Por: Teresinha Seraggi


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Quando fazer Psicoterapia?

Alguns sentimentos ou acontecimentos, por vezes, parecem nos incomodar além do suportável. Passam a atrapalhar nossa rotina, interferem no modo como nos relacionamos com as outras pessoas, nos tiram a motivação para a realização de tarefas que antes pareciam agradáveis.

Ansiedade / crises de pânico (muito comuns nos dias de hoje), depressão, problemas no relacionamento conjugal, profissional ou familiar, fobias (social, de lugares fechados, de aglomerações…),  TOC,  ciúmes em excesso, transtornos alimentares (bulimia, anorexia, obesidade),  somatizações são alguns dos motivos pelos quais os pacientes frequentam nossos consultórios.

Mas há muitos outros.  O término de um relacionamento, a perda de uma pessoa querida, o nascimento de um irmão, a separação dos pais, ou mesmo algum acontecimento em nossa rotina que nos proporcione um nível de stress acima do suportável. Os motivos são muito pessoais, são únicos, uma vez que o que nos afeta não necessariamente afeta ao outro.

Então, nesses momentos, torna-se necessária a atuação de um profissional que nos auxilie a minimizar nosso sofrimento psíquico e a encontrarmos equilíbrio emocional suficiente para lidarmos com as adversidades que  vida nos impõe.

Por: Teresinha Seraggi